Meu Início no Mundo do Trabalho

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Na escola, sempre tive muita facilidade com a matemática. Lembro perfeitamente de um professor que tive na quinta e sexta série (de sobrenome Ferreira) que toda vez que não queria dar aula, preenchia a louça com exercícios envolvendo longas contas. Minha facilidade em fazer essas contas rapidamente me permitia concluir os exercícios praticamente ao mesmo tempo em que o professor terminava de preencher a louça. Em pouco tempo, o professor passou a pedir sistematicamente meu caderno para usar os meus exercícios como gabarito para a correção dos exercícios dos demais.

Não sei exatamente como, mas a minha fama nesse tema circulou, chegando aos ouvidos de pais dos meus colegas de turma. E foi assim que, com apenas doze anos de idade, recebi meu primeiro convite para trabalhar. O convite veio dos pais de um colega de classe que tinha muita dificuldade com matemática, e havia ficado de recuperação. Eles disseram que me pagariam para dar aulas particulares a ele. Essa foi a minha primeira contratação. Fui bem sucedido em ensinar ao meu colega o necessário para ser aprovado. E assim a minha ‘fama’ continuou a se espalhar.

Como resultado disso, permaneci dando aulas a domicílio para colegas da minha classe, e posteriormente de outras turmas, praticamente até completar o segundo grau. Além da matemática elementar, acabei auxiliando alunos com dificuldades em todas as ciências exatas e até em inglês.

Aos dezesseis anos de idade tive a oportunidade de ter contato com os primeiros microcomputadores (recém lançados nos Estados Unidos), por intermédio do irmão de um de meus professores na escola. Foi com ele que o universo da programação de computadores passou a fazer de minha vida. A primeira linguagem que usávamos era uma variante pequena e interpretada da linguagem chamada Basic, que vinha pré-instalada nesses equipamentos.

Entretanto, na busca de extrair o máximo possível da performance desses computadores, que chamávamos de ‘micros’, e me valendo da minha capacidade de autodidata, passei a programar também em Assembler (linguagem por meio da qual é possível comandar cada instrução da CPU de um computador individualmente, mas que é diferente para cada modelo de CPU). Graças a estas experiências, surgiram oportunidades no mundo corporativo e acadêmico, que você confere aqui!


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