Minha Paixão por Desbravar o Mundo

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Desde a adolescência, tomei gosto por explorar todos os territórios que estivessem ao meu alcance, incluindo a elaboração de documentação da forma que estivesse ao meu alcance. Com apenas oito anos de idade, comecei a fotografar usando uma câmera que só permitia filme branco e preto que ganhei de meu avô. Aos dezessete anos produzi mapas de cidades que visitei nas férias (usando apenas papel e régua), e já adulto fui pioneiro na utilização de aparelhos da GPS (antes de serem integrados nos telefones celulares) para mapear diversos municípios.

Aprendi a dirigir carros ainda adolescente, e obtive minha primeira licença para dirigir aos dezoito anos e cinco dias de idade. Graças ao meu trabalho, consegui comprar meu primeiro carro poucos anos depois, e comecei a viajar a lugares cada vez mais distantes.

Por diversas vezes realizei viagens que apelidei de ‘cinco dígitos’, por ter percorrido distâncias superiores a dez mil quilômetros, não apenas no Brasil mas em vários outros países da América do Sul. Alguns amigos brincavam comigo dizendo que eu não ia dirigindo até a Europa porque no meio do oceano não há postos de combustíveis (fazer o carro flutuar é bem mais simples de resolver!).

Nas primeiras décadas nas quais viajei tão longe, o uso civil dos satélites de GPS ainda não era possível, e todos os mapas disponíveis invariavelmente continham um bom número de erros, mesmo quando ‘famosos’. Por exemplo, o guia de viagem brasileiro mais famoso da época (chamado de Quatro Rodas) usava o slogan “onde você for, o guia foi antes”. No meu caso, não apenas freqüentei muitos lugares onde o guia não havia estado, mas passei a relatar (por carta, claro!) sistematicamente todos os erros que encontrava nos mapas, ao longo de meus caminhos. Como agradecimento da editora, eu recebia gratuitamente um novo exemplar do guia a cada edição.

Foi assim que abracei de muito bom grado as oportunidades adicionais de viajar que surgiram ao longo da vida, em função de minhas outras atividades, e que permitiram haver pisado em cerca de CINQUENTA países diferentes, ter me hospedado para pernoitar em mais de quinhentas cidades ao redor do mundo, e ter tido a oportunidade de conhecer milhares de lugares diferentes, muitos deles fora dos roteiros turísticos tradicionais. O ditado popular diz que “Quem faz uma viagem, tem muitas histórias”. Então no meu caso, se fosse escrever essas histórias de viagens todas, o resultado seria uma obra gigantesca. Algumas das anedotas mais estranhas ou importantes você encontra aqui. Adicionalmente, muitas dessas histórias e os respectivos registros fotográficos servem como ilustrações únicas em minhas palestras.


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